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Quando trocar sua bota de segurança?

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A bota de segurança é um dos Equipamentos de Proteção Individual mais importantes na rotina de quem atua em ambientes industriais, obras, áreas elétricas, logística ou manutenção. Ela protege contra impactos, perfurações, escorregões, agentes químicos e riscos elétricos, mantendo os pés estáveis, confortáveis e seguros durante toda a jornada.

Ainda assim, muita gente adia a troca do calçado além do tempo adequado, seja por economia, seja por falta de informação. Esse hábito aumenta o risco de acidentes, compromete a ergonomia e reduz a eficiência no trabalho.

Trocar a bota no momento certo evita lesões, melhora o desempenho e garante que o equipamento cumpra sua função. A seguir, você vai entender quando fazer essa troca, quais sinais observar e como escolher o modelo ideal para continuar protegido.

Por que a troca da bota de segurança é tão importante?

A bota de segurança funciona como uma barreira entre o trabalhador e o risco. Com o uso contínuo, seus materiais sofrem desgaste natural: o solado perde aderência, o cabedal se deforma, as costuras cedem e os sistemas de absorção de impacto deixam de funcionar como deveriam. Quando isso acontece, o calçado deixa de atender às exigências de proteção para as quais foi projetado.

Outro ponto relevante é a ergonomia. Um calçado desgastado altera a pisada, força articulações e pode gerar dores nos pés, joelhos e coluna. Em atividades que exigem longos períodos em pé ou deslocamentos constantes, esse fator impacta diretamente a saúde do trabalhador.

Há ainda a questão legal. Em muitas empresas, o uso de EPI em boas condições é uma exigência de segurança do trabalho. Utilizar uma bota fora do padrão pode gerar advertências, afastamentos e até responsabilidade em caso de acidente.

Vida útil média da bota de segurança por tipo de uso

Não existe um prazo único que sirva para todas as situações. A vida útil da bota varia conforme o ambiente, a intensidade de uso e o tipo de atividade. Em média, os tempos mais aceitos no mercado são:

  • Construção civil: cerca de 6 meses
  • Ambiente industrial pesado: aproximadamente 7 meses
  • Atividades elétricas: até 18 meses
  • Uso geral e atividades moderadas: até 24 meses

Esses prazos consideram uso diário e condições normais de trabalho. Ambientes com umidade excessiva, produtos químicos, calor intenso ou superfícies abrasivas reduzem esse tempo de forma significativa. Já quem alterna o uso entre dois pares consegue prolongar a durabilidade de cada um.

Mesmo dentro do prazo estimado, a bota pode precisar de substituição antes, caso apresente sinais evidentes de falha estrutural.

LEIA TAMBÉM:  Quais são os critérios que devem ser avaliados na hora de comprar uma bota para ambientes escorregadios?

Sinais claros de que está na hora de trocar sua bota

Alguns indícios não deixam dúvidas. Ignorá-los é assumir riscos desnecessários. Fique atento se você notar:

  • Solado liso ou escorregadio, com perda do desenho original
  • Rachaduras, descolamento ou desgaste excessivo do solado
  • Cabedal rasgado, deformado ou muito rígido
  • Costuras abertas ou áreas internas machucando o pé
  • Biqueira de aço ou composite exposta ou amassada
  • Palmilha afundada, sem retorno de amortecimento
  • Desconforto crescente, mesmo após pouco tempo de uso

Outro sinal importante é a perda da impermeabilidade. Se a bota passa a absorver água com facilidade, a proteção térmica e elétrica fica comprometida. Em ambientes de risco, isso representa um problema sério.

O risco de continuar usando uma bota desgastada

O principal risco é o acidente. Solados lisos aumentam a chance de escorregões e quedas. Biqueiras comprometidas deixam os dedos expostos a impactos e esmagamentos. Cabedais danificados reduzem a proteção contra agentes externos.

Há também o risco crônico. Um calçado sem estrutura adequada força a musculatura, altera a postura e favorece lesões por esforço repetitivo. Com o tempo, dores se tornam constantes, afastamentos se tornam mais frequentes e a produtividade cai.

Do ponto de vista financeiro, adiar a troca costuma sair mais caro. Um acidente de trabalho gera custos médicos, perda de dias produtivos e, em casos mais graves, afastamentos prolongados. Trocar a bota no momento certo é uma decisão de prevenção.

Como escolher a próxima bota de segurança corretamente

Ao substituir sua bota, não vale repetir erros. O primeiro passo é avaliar o risco real da sua atividade. Ambientes com risco de impacto exigem biqueira reforçada. Locais escorregadios pedem solado com alto coeficiente de aderência. Trabalhos elétricos demandam isolamento específico. Cada detalhe importa.

O conforto também precisa entrar na equação. Modelos com boa absorção de impacto, palmilhas anatômicas e materiais flexíveis reduzem o cansaço ao longo do dia. O ajuste correto evita bolhas, dores e perda de estabilidade.

Outro ponto relevante é a qualidade do material. Solados resistentes à abrasão, cabedais duráveis e boa construção aumentam a vida útil e mantêm o nível de proteção por mais tempo. Avaliar certificações, testes e reputação do fabricante ajuda a fazer uma escolha segura.

Por fim, considere manter dois pares em uso alternado. Essa prática permite que o calçado “descanse”, reduz a umidade interna e prolonga a durabilidade, melhorando o conforto diário.

Saber quando trocar sua bota de segurança é uma decisão que envolve saúde, desempenho e proteção. Respeitar a vida útil média, observar sinais de desgaste e entender os riscos de um calçado comprometido evita acidentes e problemas físicos no médio e longo prazo.

A bota de segurança não é um item eterno. Ela trabalha junto com você todos os dias e, como qualquer equipamento de proteção, precisa estar em condições ideais para cumprir seu papel. Trocar no momento certo é um investimento direto na sua segurança e na continuidade do seu trabalho.

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