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Segurança no setor Fotovoltaico: riscos, normas e o papel do EPI de alta performance

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O Brasil consolidou sua posição como uma potência solar em 2026. Com a matriz energética fotovoltaica expandindo-se tanto em grandes usinas de solo quanto em instalações residenciais e industriais (geração distribuída), o setor enfrenta um desafio proporcional ao seu crescimento: a segurança do trabalho.

Instalar e manter painéis solares não é uma tarefa trivial. Trata-se de uma atividade que combina, simultaneamente, os riscos do trabalho em altura, o risco elétrico constante e a exposição a agentes climáticos. Para a Estival, a segurança nesse setor não aceita improvisos. É uma questão de engenharia, ergonomia e o uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) técnicos.

O Cenário de Risco na Geração Solar

Diferente de outras áreas da elétrica, o sistema fotovoltaico possui uma particularidade crítica: ele não pode ser “desligado” totalmente enquanto houver luz solar. Os módulos geram tensão contínua assim que são expostos à luz, o que significa que o instalador está trabalhando em um sistema energizado desde o primeiro momento.

Os principais riscos do setor incluem:

  1. Choque Elétrico e Arco Elétrico: Especialmente durante a conexão de strings e o manuseio de inversores.
  2. Quedas de Nível: A maioria das instalações ocorre em telhados, onde o risco de queda é a principal causa de acidentes fatais no setor.
  3. Stress Térmico: Longas jornadas sob sol direto aumentam a fadiga, o que reduz a atenção e potencializa erros técnicos.
  4. Riscos Mecânicos: Perfurações, cortes e impactos durante a movimentação de estruturas metálicas e módulos pesados.

O Triângulo da Segurança: NR-10, NR-35 e NR-06

Para operar no setor fotovoltaico, o cumprimento normativo é o alicerce. Não se trata apenas de burocracia, mas de sobrevivência operacional.

NR-10 (Segurança em Instalações Elétricas)

A NR-10 exige que todo calçado utilizado em ambientes elétricos seja isento de componentes metálicos que possam conduzir eletricidade. No setor solar, onde se lida com Corrente Contínua (CC), o isolamento elétrico do calçado é a última barreira entre o trabalhador e o solo em caso de descarga acidental.

NR-35 (Trabalho em Altura)

Subir em telhados exige mais do que apenas cinturão e talabarte. O calçado deve oferecer aderência máxima (grip). Telhados metálicos ou cerâmicos podem ter inclinações acentuadas e superfícies escorregadias devido à poeira ou umidade matinal. Um solado com coeficiente de atrito elevado é vital para evitar o início de uma queda.

NR-06 (Equipamentos de Proteção Individual)

A NR-06 estabelece a obrigatoriedade do fornecimento de EPIs adequados ao risco. No caso da Estival, isso se traduz em calçados que possuem o Certificado de Aprovação (CA) específico para riscos elétricos, testados rigorosamente para garantir que a resistência dielétrica seja mantida durante toda a vida útil do produto.

O Calçado Ideal para o Instalador Solar: Requisitos Técnicos

Na Estival, entendemos que um calçado para o setor fotovoltaico não pode ser um modelo “comum”. Ele precisa de especificações que atendam à natureza híbrida do trabalho.

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1. Ausência de Metais (Non-Metal)

O uso de biqueiras de composite é mandatário. Além de serem mais leves que as de aço, o composite não conduz eletricidade e não interfere em campos magnéticos. Da mesma forma, ilhoses de polímero substituem os de metal para garantir 100% de isolamento.

2. Solado de Dupla Densidade e Resistência ao Escorregamento

O solado deve ser fabricado em Poliuretano (PU) de dupla densidade, injetado diretamente no cabedal. A camada em contato com o solo precisa ter canais de drenagem que evitem o efeito “aquaplanagem” em telhados úmidos. A certificação SRC (teste de resistência ao escorregamento em cerâmica e aço) é o padrão de ouro que buscamos.

3. Conforto Térmico e Respirabilidade

O telhado é um ambiente hostil. O calor refletido pelos painéis pode elevar a temperatura da superfície a mais de 70°C. Um calçado com forração interna inteligente e materiais que permitam a transpiração evita o surgimento de bolhas e micoses, que embora pareçam problemas menores, são causas frequentes de queda de produtividade e desconforto extremo.

A Importância da Ergonomia na Prevenção de Acidentes

Muitas vezes, o acidente começa com o cansaço. O instalador solar passa horas em posições desconfortáveis, agachado ou equilibrando-se em vigas. Um calçado pesado ou sem amortecimento gera fadiga muscular nas pernas e na região lombar.

A Estival projeta seus calçados com sistemas de absorção de energia no salto. Isso significa que a cada passo ou movimento de impacto, a coluna do trabalhador é preservada. Um trabalhador menos cansado é um trabalhador mais atento. No setor elétrico, a atenção é a ferramenta de segurança mais potente.

Check-list de Inspeção do EPI para Equipes de Campo

A confiabilidade é um dos pilares da Estival. Por isso, orientamos que as empresas do setor solar adotem uma rotina de inspeção dos calçados de segurança:

  • Desgaste do Solado: Se os sulcos do solado estiverem gastos, a capacidade de aderência em altura está comprometida. É hora de substituir.
  • Integridade do Cabedal: Cortes ou furos no couro/microfibra podem comprometer o isolamento elétrico, permitindo a entrada de umidade.
  • Validade do CA: Certifique-se de que o calçado está dentro do prazo de validade do Certificado de Aprovação para garantir a conformidade legal.

Segurança como Investimento, não Custo

Para empresas de energia solar, a segurança do trabalho é um diferencial competitivo. Um acidente em uma instalação não gera apenas custos hospitalares e jurídicos; gera danos à reputação e paralisações operacionais.

Escolher a Estival significa optar por um calçado que entende a rotina técnica. Entregamos uma ferramenta de alta performance que permite ao eletricista e ao instalador focar no que importa: a qualidade da instalação e a eficiência energética.

O setor fotovoltaico é o futuro do Brasil. E o futuro exige uma proteção robusta, técnica e sem rodeios.

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